Uma lista pra trazer boas memórias à torcida rubro-negra. Listei os meias mais marcantes que passaram pelo Leão de 1994 até hoje, com direito a alguns vídeos pra relembrar grandes momentos destes jogadores. Aí vão os primeiros sete da lista.
Chiquinho

Revelado pelo Leão, Chiquinho teve grande destaque logo no de estreia no time profissional. Rápido, habilidoso, insinuante, o meia conquistou de cara o Nordestão e o estadual em 94 como titular. Nos dois anos seguintes seguiu em alto nível, sendo até convocado para um amistoso da Seleção, do qual acabou cortado por lesão. Conquistou mais um estadual em 96 e se transferiu para o Vitória no fim daquele ano. Voltou à Ilha em 99, mas não encontrou espaço na equipe titular. Esteve presente nas conquistas dos estaduais daquele ano e de 2000, além do Nordestão de 2000.
Relembre no vídeo abaixo o gol do título do Campeonato Pernambucano de 1994 marcado por Chiquinho na vitória por 2×0 frente ao Náutico.
Juninho

Outro revelado pelo Sport em 1994, Juninho era o comandante daquele jovem time que conquistou o Estadual e do Nordestão. Habilidoso, com boa visão de jogo e ótima finalização de fora da área, logo chamou a atenção de outros clubes e foi negociado com o Vasco ao final de 94. Tornou-se um dos grandes ídolos do clube carioca e do Lyon, disputou a Copa do Mundo de 2006, mas acabou perdendo parte da admiração da torcida rubro-negra após polêmicas envolvendo a torcida leonina enquanto jogava pelo Vasco.
Aqui vai uma grande partida do Sport por 5×2 sobre o São Paulo na Série A de 1994 com direito a gol e assistência de peito de Juninho.
Wallace

Possivelmente o jogador mais contestável dessa lista, o meio-campista chegou ao Sport em 1996, após vários anos no Goiás e uma rápida passagem no Grêmio. Distribuidor de jogo, Wallace era quem ditava o ritmo do meio-campo rubro-negro, mas acabou sendo taxado como um jogador burocrático, não agradando boa parte da torcida à época. Ainda assim, foi titular do Leão entre 96 e 99, sendo campeão estadual nas quatro temporadas e ainda participou do elenco que conquistou o penta e a Copa do Nordeste em 2000. Transferiu-se para o Coritiba ainda em 2000 e acabou fazendo parte do time do Náutico que evitou o hexacampeonato rubro-negro em 2001.
No vídeo, Sport 2×2 Santa Cruz pelo estadual de 1997, uma partida em que Wallace entra no 2T e ajuda na reação do Leão que perdia por 0x2.
Jackson

Revelado pelo Maranhão, o meia chegou ao Sport em 1997 e assumiu a titularidade logo de cara, conquistando o título campeão pernambucano daquela temporada. Mas seu grande ano foi mesmo 1998. Com muita velocidade, habilidade e um chute potente de fora da área, Jackson foi novamente campeão estadual e teve grande destaque no Brasileirão daquele ano. O Sport fez boa campanha na competição e o meia acabou a temporada com o prêmio da bola de prata da Revista Placar e três convocações para a Seleção Brasileira. Transferiu-se para o Palmeiras no início de 1999.
No vídeo, um golaço de Jackson contra o Botafogo na vitória por 2×1 que garantiu a classificação às quartas-de-final do Brasileirão de 1998.
Nildo

Revelado pelo Porto, de Caruaru, Nildo chegou ao Sport aos 22 anos em 1998, após passagem pelo Fluminense. Mas foi apenas em 1999 que o meia começou a ter maior destaque. explodindo de vez no ano de 2000. Rápido, driblador, de muita técnica e fazedor de gols, Nildo era considerado um dos melhores jogadores da Copa João Havelange quando, na reta final da 1ª fase, rompeu alguns ligamentos do joelho direito em uma partida com o Santos. O Sport sentiu sua falta e acabou eliminado nas quartas de final do Brasileirão daquele ano. Após cirurgia e longa recuperação, Nildo só voltou a jogar pelo Sport 2002. Comandando com classe novamente o meio-campo do Leão, o jogador bateu na trave na missão de levar o Sport de volta à Série A em 2002 e 2003. Deixou o clube durante a disputa da Série B de 2004 com 4 títulos pernambucanos na bagagem (98, 99, 00 e 03), um Nordestão (00), um vice da Copa dos Campeões (00) e uma boa campanha na Copa do Brasil de 2003 (a equipe chegou à semifinal).
Aqui uma grande vitória do Sport diante do São Paulo pela Copa João Havelange de 2000, com Nildo decidindo a partida no finalzinho.
Adriano

Em 1999, o Náutico tinha em Adriano a sua principal referência dentro de campo. O meia era o cérebro da equipe, organizava todas as jogadas ofensivas e ainda marcava vários gols, muitos de falta. No ano seguinte, após rápida passagem pelo Atlético-MG, o Sport foi buscar o ex-jogador do rival para vestir a camisa 10 rubro-negra. E não se arrependeu. Na Ilha do Retiro, formou uma das melhores duplas de meio-campo com Nildo. Adriano armava, criava, Nildo dava velocidade, bagunçava a defesa dos adversários, ambos chegavam à frente pra marcar gols naquele que foi um dos melhores times da história recente do Sport. Deixou o clube ao fim de 2000 com um estadual, uma Copa do Nordeste, um vice da Copa dos Campeões e uma grande campanha no Brasileirão.
Relembre um jogaço de Adriano pelo Sport: 2 belos gols e 1 assistência contra o São Paulo na vitória por 3×1 pelas semifinais da Copa dos Campeões.
Cléber
O meia nascido em Olinda, foi revelado pelo Leão em meio ao caótico ano de 2001. Apesar da pouca idade, apenas 19 anos, não fugiu à responsabilidade e demonstrou potencial numa Série A que culminou no rebaixamento do Sport à segundona. Em 2002, assumiu a titularidade absoluta do meio-campo do Leão. Meia de bom passe e chute forte de fora área, Cléber sofreu com a desorganização da equipe no início daquele ano, mas ajudou o clube a fazer boa campanha na Série B, batendo na trave do acesso. Em 2003, seguiu como titular ao lado de Nildo, formando um meio-campo de muita qualidade técnica e obteve mais sucesso: conquistou o título estadual, chegou às semi da Copa do Brasil, mas ficou no quase mais uma vez na Série B. No fim do ano, foi negociado com Vitória e seguiu uma carreira de sucesso até o desastre aéreo que envolveu a equipe da Chapecoense em 2016.
No vídeo um golaço de Cléber na vitória por 3×2 diante do Athletico pela Copa do Brasil de 2003.
