História: relembre os melhores zagueiros rubro-negros dos últimos 25 anos.

A lista abaixo conta com os zagueiros que tiveram boas passagens pelo Leão nos últimos 25 anos. São os defensores que mais marcaram positivamente a memória do torcedor rubro-negro (alguns também tiveram seus momentos ruins). Concorda? Discorda? Faltou alguém? Diz aí!

A lista abaixo conta com os zagueiros que tiveram boas passagens pelo Leão nos últimos 25 anos. São os defensores que mais marcaram positivamente a memória do torcedor rubro-negro (alguns também tiveram seus momentos ruins). Concorda? Discorda? Faltou alguém? Diz aí!

Adriano

Ao contrário do que a memória do torcedor em geral se recorda, o zagueiro Adriano não foi formado nas categorias de base do Sport. O Ferroviário-CE foi seu clube formador e lá o jogador atuou em 28 partidas antes de se transferir em 1993, aos 18 anos, para o Leão. Pelo Sport, formou a marcante dupla de zaga com Sandro no jovem e encantador time de 1994, que conquistou o Estadual e a Copa do Nordeste e fez boa campanha na Série A daquele ano. Zagueiro de boa velocidade, Adriano se destacava também pela seriedade e segurança com que atuava apesar da pouca idade. Seu bom futebol o levou também à disputa do Torneio de Toulon com a Seleção Brasileira Sub-20, em 1995, torneio no qual se sagrou campeão. Seguiu no Sport em 1996, conquistando mais um título estadual, e se transferindo para o Celta de Vigo ao final do 1º semestre daquele ano. Atuou ainda pelo Compostela, Fluminense, Vasco e Santa Cruz.

Sandro

Sandro, sim, formado na base rubro-negra, estreou na equipe profissional ainda aos 18 anos, na Série A de 1992. Zagueiro de muita firmeza e liderança, Sandro se tornou titular já em 1993 e firmou-se de vez em 1994 ao lado de Adriano no time leonino. Naquele ano passou a se destacar também nas cobranças de bola parada: dono de um potente chute com perna direita, Sandro foi responsável por vários gols de pênalti e, principalmente, de falta. Seguiu como titular da equipe rubro-negra em 1995, sendo eleito o melhor zagueiro do estadual daquele ano. Em 1996, despertou o interesse do Santos, se transferiu ao fim daquela temporada e obteve bastante sucesso no time alvinegro. Também se destacou no alvinegro carioca, o Botafogo, e jogou em Portugal (Belenenses e Naval), antes de voltar aos Sport. No ano do centenário, Sandro chegou para ser o capitão de um time montado para conquistar títulos e que acabou num fracasso completo. Ainda atuou por Guarani, Vitória e Santa Cruz antes de encerrar a carreira e se tornar treinador. Sandro conquistou os estaduais de 1994 e 1996 e a Copa do Nordeste de 1996 pelo Sport.

Relembre, a partir de 7:54 do vídeo, na sequência os gols de falta de Sandro contra o Santos e o Bahia pela Série A em 1994.

Érlon

Na imagem: Jacques, Érlon, Russo, Sandro Blum e Nildo.

De altos e baixos foi a carreira de Érlon pelo Sport. Também formado na Ilha do Retiro, o zagueiro estreou na equipe profissional em 1995 mas só em 1996 passou a atuar mais vezes como titular. Campeão Pernambucano naquele ano, o quarto-zagueiro também fez parte da boa campanha do Sport na Série A em que o time perdeu fôlego na reta final e ficou fora da segunda fase. Érlon era um zagueiro rápido e de boa recuperação nas jogadas, chegou até a jogar poucas vezes na lateral-esquerda, mas pecava no jogo aéreo e nos anos seguintes oscilou bastante entre grandes partidas e algumas entregadas lá atrás. Entre a reserva e o time titular conquistou os estaduais de 1997, 1998 e 1999, quando em 2000 voltou a ganhar mais chances na equipe principal. Autor do primeiro gol na final da Copa do Nordeste de 2000, Érlon conquistou além do regional, o pentacampeonato pernambucano e fez parte da excelente campanha na Copa João Havelange daquele ano formando dupla de zaga com Sandro Blum. Ao final do conturbado ano de 2001, foi vendido ao Atlético-MG. Ainda jogou pelo Náutico antes de encerrar sua carreira.

No vídeo, a final da Copa do Nordeste de 2000 vencida pelo Sport com direito a golaço de Érlon.

Alexandre Lopes

Com passagem pela Seleção Olímpica e disputa da Copa Ouro pela principal no currículo, o zagueiro chegou à Ilha do Retiro por empréstimo junto ao Corinthians, em 1997, para a disputa do Brasileirão. De cara assumiu a titularidade na vaga do oscilante Érlon, ajudando a equipe a se afastar da zona do rebaixamento e acabar o campeonato numa segura 11ª colocação. Voltou ao Corinthians no início de 1998, mas foi novamente emprestado ao rubro-negro pernambucano para a disputa do Brasileirão. Zagueiro forte e de boa qualidade técnica, Alexandre Lopes formou dupla de zaga com Ronaldo, mas chegou a jogar também como volante naquela temporada em que o Sport fez excelente campanha na Série A. Deixou a Ilha ao final daquele ano e partiu para o Fluminense. Passou ainda pelo futebol russo e japonês, além de clubes como Goiás, Internacional e Criciúma antes de encerrar a carreira em 2008 pelo Guarani. 

Abaixo, uma matéria com Alexandre Lopes e seu filho que jogou na base do Leão em 2014, com direito à lembrança de dois gols do zagueiro pelo rubro-negro.

https://globoplay.globo.com/v/3245042/

Márcio Goiano

Em pé, da esquerda para a direita, Márcio Goiano é o quinto jogador e Sandro Blum o quarto.

Ídolo no Goiás, Márcio Goiano chegou ao Sport no início de 1997, aos 27 anos, e assumiu desde o início papel de liderança no elenco rubro-negro. Experiente, o zagueiro, compensava a falta de velocidade com bom posicionamento, também possuía qualidade para cobrar faltas de longa distância. Conquistou os títulos estaduais de 1997 e 1998 como titular, mas perdeu a vaga na Série A de 1998 para Alexandre Lopes, participando pouco daquela memorável campanha. Em 1999, voltou ao posto de titular na zaga rubro-negra. Conquistou mais um estadual, seu terceiro pelo Sport, mas afundou junto com o time na péssima campanha no Brasileirão daquele ano. Deixou o clube ao final daquela temporada e passou por Atlético-MG, Portuguesa, Figueirense (onde também foi ídolo), Fortaleza e Avaí, antes de se tornar treinador.

No vídeo, um golaço de falta de Márcio Goiano pelo Sport na vitória por 1×0 diante do Santos em 1999.

Sandro Blum

O zagueiro gaúcho chegou ao Sport já experiente: em 1999, aos 28 anos, acumulava passagens por Juventude, Palmeiras (onde foi campeão brasileiro) e Atlético-MG. Encontrou a concorrência de Gottardo, Márcio Goiano e Sangaletti, e oscilou entre a titularidade, no estadual, e o banco de reservas, na Série A. Em 2000, com as saídas de Gottardo e Márcio no início do ano e de Sangaletti após o Nordestão, passou a atuar mais vezes como titular e formou uma dupla de zaga com Érlon que, se não era perfeita, dava relativa segurança ao time que fez excelente campanha na Copa João Havelange. Em 2001, apesar do desmanche do elenco, o zagueiro que tinha no jogo aéreo sua principal qualidade seguiu no Sport, mas na falta de velocidade seu princial calo, não foi capaz de ajudar o Leão conquistar o hexacampeonato pernambucano, nem a se manter na 1ª Divisão. Após temporada ruim, seguiu para o Santa Cruz em 2002. Jogou ainda no Paraná, Novo Hamburgo e Inter de Santa Maria antes de pendurar as chuteiras.

Gaúcho

No poster, em pé, da esquerda para a direita Gaúcho é o quinto jogador.

O paranaense Gaúcho chegou ao Sport vindo do Juventus-SP para jogar nas categorias de base ainda em 2000, aos 19 anos. No complicado ano seguinte já ganhava suas primeiras oportunidades na equipe principal. Em 2002, com a reformulação total do elenco, se firmou na equipe titular. De atributos defensivos não muito acima da média, o zagueiro destacava-se pela liderança e grande capacidade de marcar gols: de cabeça, de pênalti e principalmente de falta, com seus petardos de longa distância. Naquele ano, formou dupla de zaga com Clécio, também oriundo da base do Sport. A equipe não conquistou o acesso, mas Gaúcho seguiu como titular no ano seguinte, conseguindo maior destaque pelo Leão. Em 2003, o zagueiro marcou 21 gols pelo Sport – marca impressionante para um zagueiro – ajudou na conquista do título estadual e na boa campanha na Copa do Brasil, mas bateu na trave novamente na disputa pelo acesso à Série A. Ao final da temporada, recebeu uma proposta irrecusável e seguiu para o Atlético-MG. Ainda jogou na Portuguesa, no Fortaleza, no ABC, no ASA e no futebol português e iraniano.

Relembre um golaço de falta de Gaúcho em cima do Náutico na vitória por 1×0 do Leão na Série B de 2003.

Clécio

Mais um formado na base do Leão, Clécio teve uma trajetória curta, não só no futebol. Surgiu em meio à bagunça do início do ano de 2002 na equipe principal do Sport. Canhoto de muita força física e de botes precisos, o defensor formou a boa e jovem dupla de zaga com Gaúcho no time que parou nas quartas-de-final da Série B diante do Paulista. Na verdade, aquela temporada para Clécio se encerrou antes, numa entrada desleal do atacante Vinícius do Fortaleza que resultou em fratura e rompimento de ligamentos do tornozelo do rubro-negro. A lesão brecou a rápida ascensão do jogador e o fez parar por mais de um ano, só voltando a atuar pelo time principal em 2004. Em outro ano marcado por insucessos do Sport, o jogador não voltou a ter o mesmo espaço no time. Seguiu no elenco em 2005, chegando a jogar com o responsável pelo baque na sua carreira, Vinícius, mas não apresentava o mesmo futebol de antes. Jogou ainda pelo Ceará e pelo ASA, em 2007, quando foi encontrado de morto em seu quarto sob circunstâncias que nunca foram totalmente esclarecidas.

Sílvio Criciúma

O catarinense chegou ao Leão já experiente, ídolo do Criciúma e do Goiás, com 31 anos. Veio no início de 2003 para assumir a vaga do lesionado Clécio e se firmou na equipe logo de cara. De pouca velocidade, Sílvio se destacava pelo posicionamento e usava a experiência pra encontrar os “atalhos” do campo. Encaixou-se bem com o zagueiro Gaúcho e ajudou o Sport a voltar a conquistar o título pernambucano naquele ano. Na Série B, seguiu como titular durante toda a campanha que esbarrou no Palmeiras e no Botafogo no quadrangular final, adiando a volta do Leão à Série A. Os problemas aéreos defensivos da dupla contribuíram para o insucesso. Continuou na Ilha em 2004, mas em meio a vários problemas dentro e fora de campo vividos pelo clube naquele ano, não conseguiu ir bem novamente. Transferiu-se para a Portuguesa ainda no segundo semestre de 2004 e encerrou a carreira no Criciúma em 2008. Atualmente, vem tentando a sorte como treinador em equipes de Goiás.

No vídeo, o primeiro gol é de Sílvio Criciúma sobre o Santa Cruz na vitória por 3×1 sobre os tricolores na Série B de 2003.

Durval

O paraibano dispensa apresentações. Um dos melhores e mais vitoriosos zagueiros da história do Leão, chegou em 2006, ajudou a reerguer o clube em campo, foi capitão e um dos símbolos da inédita conquista da Copa do Brasil em 2008. De posicionamento quase perfeito, carrinhos precisos e força no jogo aéreo, Durval deixou o Sport em 2009 com 4 títulos estaduais, uma Copa do Brasil e um acesso à Série A na bagagem. Rumou ao Santos, onde continuou fazendo muito sucesso: chegou à Seleção Brasileira, foi campeão da Libertadores e marcou Messi na final do Mundial de Clubes em 2011, e voltou ao Leão em 2014. Manteve sua sina de títulos em 2014: mais um estadual e uma Copa do Nordeste com a mesma capacidade de desarmes de outrora. Foi peça importante ainda na boa campanha na Série A de 2015 – o Sport terminou em 6º lugar. Daí em diante a idade começou a pesar sobre seu físico e o xerifão entrou num compreensível declínio técnico. Ainda assim, conquistou mais um estadual, em 2017 – seu 6º pelo Sport e 12º na carreira. Hoje, segue tentando recuperar a forma física para assinar novo contrato com o Leão com a certeza de que já possui cadeira cativa no panteão dos maiores jogadores da história rubro-negra.

Abaixo um dos gols mais emocionantes da história do Sport, marcado por Durval contra o Internacional nas quartas-de-final da Copa do Brasil de 2008.

Igor

O zagueiro chegou ao Sport para a disputa do Brasileirão de 2007 com passagens por Athletico, Fluminense, Juventude e Botafogo no currículo, mas sob a desconfiança de quem era chamado de PerIgor pela torcida botafoguense. O jogador já havia sido campeão brasileiro sob o comando do então técnico rubro-negro, Geninho, e logo ganhou vaga na equipe que atuava na maioria das vezes num 3-5-2 bastante fechado. Igor encaixou-se perfeitamente com Durval, com quem atuava como dupla no menos comum 4-4-2, e com César, que completava o trio. Mas seu melhor ano foi sem dúvidas 2008, da inesquecível conquista da Copa do Brasil, além do título estadual e campanha tranquila na Série A. Igor era o zagueiro rápido e de boa recuperação pela direita do trio ou da dupla de zaga leonina. Em 2009, talvez o auge do trio/dupla de zaga: campanha muito boa na 1ª fase da Libertadores, que se encerrou no fatídico jogo contra o Palmeiras na Ilha. Igor ainda seguiu no clube até 2011: a defesa perdeu o encaixe e a equipe não conseguiu permanecer na Série A em 2009, nem conquistou o retorno em 2010. Mas o jogador ainda conquistou mais um estadual, em 2010, o penta rubro-negro e o seu terceiro na Ilha. Deixou o Sport em meio a problemas físicos no segundo semestre de 2011 e ainda jogou por alguns clubes do interior paulista antes de se aposentar em 2014.

Relembre o gol de Igor sobre Corinthians na vitória por 2×1 do Sport no Brasileirão de 2007.

César

O hoje auxiliar técnico do Sport, chegou à Ilha do Retiro no início de 2007 para formar dupla de zaga com Durval na disputa do Campeonato Pernambucano. Forte no jogo aéreo e de chegadas firmes, e muitas vezes estabanadas, César encaixou bem com o xerifão e ajudou a equipe a conquistar o estadual. Com a chegada de Igor para a zaga e de Geninho para o comando técnico, passou a ser menos utilizado quando o esquema tático rubro-negro era o 4-4-2, atuando mais vezes como o zagueiro da sobra no 3-5-2. Fazendo essa função, César teve sua melhor fase pelo Sport, conquistando os estaduais de 2008 e 2009, a Copa do Brasil de 2008 e disputando bem a Libertadores de 2009. A partir daí a equipe rubro-negra entrou em declínio e com a saída de Durval a zaga rubro-negra desandou. Ainda assim, César contribuiu para o título estadual em 2010. Em 2011, quando parecia voltar à melhor forma, rompeu ligamento cruzado do joelho direito e teve poucas chances até rescindir seu contrato em 2012. Jogou ainda pelo Santa Cruz e América-MG antes de se aposentar em 2016.

Abaixo um gol belo gol de cabeça de César na vitória de virada sobre o Athletico por 3×2 pelo Brasileiro de 2007.

Adryelson

Fechando a lista, o jovem zagueiro rubro-negro que parece encerrar uma sequência de zagueiros que iniciaram bem sua trajetória no Leão e depois se tornaram motivo de aperreio constante para o torcedor do Sport. A joia rubro-negra formada no próprio clube teve passagens pelas Seleções Brasileiras sub-15 e sub-17 e foi emprestada à base do Palmeiras antes mesmo de estrear no profissional. De volta ao Sport, ganhou uma chance inesperada em meio à árdua luta contra o rebaixamento no Brasileirão de 2019. Jogando com muita seriedade, sabendo se posicionar como um veterano e dono de uma impulsão impressionante, Adryelson não saiu mais do time. Não conseguiu evitar a descida, mas seguiu no time titular, já colocou um título estadual no currículo nesta temporada e ganhou a chance de disputar o Torneio de Toulon com a Seleção Brasileira Sub-23.

No vídeo o primeiro gol de Adryelson com a camisa do Leão. Vitória por 2×1 sobre o Internacional na Série A de 2019.

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